Desde dezembro de 2019, nos mudamos eu e minha família para a cidade universitária de Tübingen, no sudoeste da Alemanha. Como pesquisadora, integro a equipe do projeto de cooperação “Territórios desconfortáveis: imagens, narrativas e objetos do Sul Global” desenvolvido pelo Interdisciplinary Centre for Global South Studies da Universidade de Tübingen com a Universidade Federal Fluminense, onde sou professora. Desde esse lugar, e como estrangeira, tenho estranhado muitas rotinas, modos de se relacionar e de estar no mundo. Uma nova vida em um lugar diferente pela língua, pelos hábitos e pelas sociabilidades nos ambientes que passei a frequentar.
A pequena cidade difere também em escala da grande metrópole do Rio de Janeiro de onde venho. Aqui residem cerca de 90 mil habitantes e a maior parte deles se vincula à vida da Universidade. Desde nossa chegada, com o registro obrigatório no departamento para estrangeiros no escritório da municipalidade e a entrada na Universidade, fomos acolhidos com orientações sobre serviços públicos, apoio educacional e dicas diversas sobre a vida na cidade. Meus filhos de 5 e 10 anos ingressaram na creche e na escola pública perto de casa, a cinco minutos a pé.
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patriciapereira (6 de Junho de 2020). A ciência e a política como vocação – o discurso de Merkel e a pandemia de Covid-19 na Alemanha Renata de Sá Gonçalves. ETNO.URB. Recuperado em 14 de Agosto de 2026 de https://doi.org/10.58079/ok36